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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Matando aos poucos

Tudo bem, eu me rendo
Eu disse, está tudo bem
Eu sei, nunca tentei ir contra
Eu nunca nem considerei isso
Mas você sabe que a culpa é sua!
Você que está me ensinando a ser assim
Coisa mais ridícula
Mole, flexível demais
Você acha que é fácil?
Nunca foi, só com você
E agora ele está lá, gritando e eu não escuto
Você conseguiu esconder o som, mas ainda o vejo
Desesperado, se debatendo, esgoelando...
Eu convivi, estive com ele por anos
E você pensa que pode chegar assim
Do nada, querendo sumir com ele
Está tudo bem, eu me rendo
Como eu disse, está tudo bem
Agora, se você me permitir
Entre toda essa imposição
Tenho um só pedido, claro, se você permitir:
Continue me ajudando a ignorá-lo
Sem jamais o querer de volta
Até que, exausto, o meu orgulho morra.


Por Carolina Prado

- Comecei fazendo algo que clareie mais a minha intenção, mas resolvi deixar o texto mais assassino. É difícil não ter orgulho, mas quando se começa um relacionamento, ele vai sendo silenciado, ignorado, até não existir mais. É uma necessidade, não só uma escolha, mas também é um processo, geralmente inesperado -

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Pedido

Que tudo isso seja amor

E, por favor, que não envelheça
Que tenha encontrado a fonte de juventude eterna
Dispenso qualquer drama comum que apareça
Não pode ser uma novela

Que seja só eu e você
Não como o protagonista
Como aquele casal que ninguém vê
Para que não se torne fútil capa de revista

O meu desejo é que seja discreto
Quieto
Que passe bem longe do ócio
Que seja só meu,
Seu,
Totalmente nosso.


Por Jenifer Lima


- bem, esse daí faz bastante tempo que escrevi... Acho que é o desejo de todo mundo, mas a gente acaba caindo de para-quedas no amor, e quando vê já nem tem mais nada. -

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nana coração

Num vai e vem quase comovente
Uma cantiga de ninar é sussurrada
E ameaçando quebrar-se em sorrisos
As notas repetitivas vão tomando forma
Ao Diferenciar-se do nana neném
A cantiga torna-se de amor
E não me faz dormir
Não acalenta em nada
Pois papai não foi pra roça
Mamãe muito menos trabalhar
Você que foi embora
E só me deixou
Me deixou só


Por Jenifer Lima


- Não sei bem o que falar sobre esse poema, poucas coisas foram mudadas desde o rascunho inicial, e eu queria ter me dedicado em aprimorá-lo um pouco mais, porém foi como se o texto tivesse de ficar simples, rústico. E eu obedeci. -

Vontade

Quero criar um poema:
Qualquer coisa encantada e colorida que chame a atenção.
Quero resolver um dilema:
De qualquer jeito, apenas para facilitar.
Quero falar de sentimentos:
Então já não dá para embelezar.
Quero falar de mim:
Então já não dá para simplificar.
Ainda quero criar um poema
Eu não quero mais é tentar agradar.



Por Jenifer Lima




- eu nunca quis escrever nada para ninguém, tudo o que escrevo deve satisfazer primeiro a mim mesma, para depois atingir cada leitor, por isso não dedico nada a ninguém -

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O título sou eu

Minha escrita é feita de subentendimentos
Cada letra é um desejo, uma paixão
E cada verso é indiscretamente meu
Cada ideia, constituída de perda ou ganho de sorrisos
Minha escrita sou eu
Esmiuçada, disfarçada
E nem sempre bela
Meticulosamente composta de olhares
Minha escrita é minha utopia
Minhas ilusões, boas e ruins
São meus sonhos despertos
E meu sonhos, são feitos de lápis e papel


Por Jenifer Lima


- Sempre costumo dizer que eu sou o que escrevo, pois até mesmo nas controvérsias é preciso contrariar algo que eu acredito -

Quanto às palavras

Nas palavras encontro tudo
Deparo-me com o nada
Enigmas desvendáveis
Com tantas vertentes
Que qualquer resposta é relativa
Dizer muito em pouco
Dizer pouco nos desafios inexplorados
E das tais palavras
Sempre exigir mais
Que divirtam, não por escolha própria
Que impressione, não por egocentrismo
E que quem as conheça a elas pertença
Para que o efeito seja
Quanto ao mundo imprevisível das letras, fascinação
Quanto à sua dimensão, encantamento


Por Carolina Prado e Jenifer Lima



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Clave de meu sol

Com um dedilhar
O piano se fez ouvir
Com um sorriso
Se fez sentir
Nossos corações em uníssono
Tua composição em mim
Nesse tom descompassadamente risonho
Nossos olhares vão de ré a ré
Revelam e retribuem
Unindo eu, você e notas
Num perfeito acorde
Meu sonho de apoteose


Por Jenifer Lima


- Santa vida de pré-vestibulanda! Após meses longe desse meu cantinho feliz, retorno com um poema que levei três meses para concluir. Não posso dizer que tive o resultado esperado, mas, de certa forma, foi interessante. -

Amável ódio

Eu odeio que sejamos tão iguais
Odeio que você brinque comigo dessa maneira
Odeio ser, por vezes, tão entregue nesse joguinho
Odeio ter que ouvir sorrindo dela
Odeio ser a amiga
Odeio rir quando quero chorar
E me odeio...
Por querer te ter por perto só para odiar mais um pouco
Eu odeio gostar tanto de odiar você


Por Jenifer Lima


- Sinceramente, eu nunca sei se gosto desse texto. Escrevi há muitos meses atrás e nao tinha coragem de postar, mas aí está e só posso dizer que o ódio é o melhor amigo do amor -

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Infindável

Não se sabe ao certo onde, nem como
Só se sabe o porquê
Estranho? Incomum.
Assustador? Surpreendente.
Olhares... gestos... não explicam
O motivo é sentido, sem sentido
Incompreensível tanto quanto confuso
Incomparável tanto quanto...
Incomparável.
Abstrato e indefinidamente faz bem
Infinitamente... melhor dizer:
Completamente.

Por Carolina Prado

- Pode ser amor, pode ser Deus, isso se ainda não os consideras sinônimos perfeitos! (Não penso ser o meu melhor poema, mas o considero especial pelo contexto em que surgiu. Jenifer Lima e Nayara Ribeiro, amigas, esse é nosso.) -

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Você, escola

Desaprendi a andar quando teus olhos me ensinaram a flutuar
Desaprendi a caminhar quando teu sorriso me ensinou a agradecer
Desaprendi a falar quando teu sussurro me ensinou a gostar de ouvir
Desaprendi a ser eu quando passei a só pensar em nós
Mas não há problema,
Pois aprendi a amar quando tu me ensinastes a desaprender.

Por Jenifer Lima

- não sei se são só versos ou um poema repentinamente formado; a parte 'desaprendi a ser eu...' surgiu durante a escrita do poema Tentativa e após alguns dias tudo isso se formou num lapso. Para mim, foi simples e envolvente -

quarta-feira, 9 de março de 2011

Tão defeituoso quanto incompleto

Eu lembro do quanto falhou
Das tantas vezes que pensei que não faria o que fez
Que não brincaria com o disse
Que não agiria daquela maneira
Mas depois de errar ele ri
Ele sorri como se estivesse completamente correto
Isso o faz quase perfeito
Me faz gostar de seus defeitos
Afinal, se não os tivesse, ele seria inatingível
Me dá segurança o ver desse jeito
Incerto, inconstante, ilógico
Assim, também posso errar sem medo
E ainda assim, completá-lo comigo

Por Carolina Prado

- Defeitos não ignorados trazem esperança e mostram o amor sobre todas as coisas. -

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sinceridade absoluta

Me encontre dentro de teu ser
Pois sou réplica de teu caráter
Maquiada por minhas próprias perspectivas
Sou teu lado mais escuro
Sou o que há de pior no teu melhor
E, ainda assim, sou tua parte mais amável
Fria, reveladora, atraente
Sou tua sinceridade
Te construindo, elevando e te fazendo aprender
De forma única
Contigo mesmo

Por Jenifer Lima

- Valorizamos tanto a sinceridade sem perceber que é cruamente a pior parte do nosso melhor -

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os cinco sentidos

Dedilhando teu rosto
Com meus olhos fechados
Ouço com cuidado tuas palavras
Com o gosto delas
Durmo silente
Tentando transformar em sonho
Tua real presença
Para ter também no inconsciente
O doce aroma da tua volta

Por Jenifer Lima

- na verdade são seis sentidos: só com o amor o poema pode ser completo. É um poema simples, mas isso acabou sendo primordial -

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Atual paranoia

Se há duas opções, arrumo uma terceira
Se o prazo é agora, não escolho
Não reclame de inconstância
Vivo de indecisões
Confusão é o que sinto
E se as alternativas são vocês
Me escolho com a desculpa de precisar esquecer
Pois o que é mais incerto
É ter a certeza de amar duas pessoas certas
E no fim das contas
Nada na minha vida se acerta

Por Jenifer Lima

- sentimentos confusos não ficam claros nem em letras. Acho que foi isso o que eu quis passar -

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tentativa

Se eu fosse capaz amaria e desamaria

Porque está na minha essência controlar

A mim, a ti, a todos, a tudo

É isso que me compõe

Sentimentos intensos propagam-se no meu vácuo interior

E estou tentando fingir a mentira

Fugir da verdade de minha sujeição - inutilmente

Se eu fosse capaz esqueceria e lembraria para voltar a esquecer

Atuação exímia, superficial, calculada

Se eu ainda fosse aquela inteligente

Se eu ainda pudesse ter o controle pelo racional

Eu seria capaz de querer e desquerer

Todavia, incompetente sou

Por me ver presa ao que sinto

Sem conseguir viver o meu eu


Por Carolina Prado e Jenifer Lima


Bravura cristalina

Entre as peças, um vidro em sua mais perfeita transparência
fragilizado por sua notável delicadeza
Sem mistérios, revelando tudo a qualquer um
Por sua graciosa leveza
Acreditava que seria protegido.
Por não fazer mal nem apresentar perigo
Esperava que todos fossem espelho
Para refletir justamente sua honestidade.
Apreciável ingenuidade!
As regras negam a possibilidade de passar a luz
Cada peça se ajusta formando suas leis
Criando oportunidades para aprender,
E para vencer, no jogo da vida
a dica é tentar!
Por Carolina Prado
-Tentei recriar a vida sentimental através da matéria, o insensível e inocente pelo físico. Ah, e só pra constar: que as honras do título sejam dadas à parceira Jenifer Lima -

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Nua e Crua

Carnaval.
Pessoas miseráveis em máscaras sorridentes.
Sorrisos.
Sempre forçados enquanto finjo interesse e até alegria.
Raiva.
Não é amor reprimido, é decepção.
Fantasias.
Nada mais do que intromissão.
Esperar que alguém desenvolva qualidades que você não tem.
Desejo.
Quando o querer combina com o não ter.
Não é fogo, é decadência.
Amor.
Não é belo, é mentir com veemência.

Por Jenifer Lima

- Simplesmente frio. Palavras simples em comparações complexas. Acho que daqui a algumas lidas vou acabar gostando. Foi um texto repentino, uma ideia que você simplesmente não segura e quando vê acaba dominado por ela. Acho que adorei escrevê-lo rs-

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Consanguíneos

Momentos felizes, cômicos, difíceis
Cômicos, difíceis, felizes
Um ciclo perfeitamente confuso e alternado
Ou apenas momentos passados
Passados com você
Pequenos ou grandes,
Memoráveis
Únicos que nos tornaram irmãos de verdade
E ao me lembrar deles te ouço cantando
E o chacoalhar de teus passos correndo
E tua voz falando
Posso perceber-te sorrindo,
O sorriso que me alegra
Que me faz sentir saudades de cada momento finito
Mas independe disso
Pois o sorriso sempre vem d'onde está o amor
Progenitor do seu coração
Órgão ligado ao meu
Por laços fraternos, eternos
Por sangue de irmãos

Por Carolina Prado e Jenifer Lima

- ok, aqui é a Jenifer!rs. Gente, me sinto mais do que feliz em declarar que de vez em quando alguns textos em conjunto roubarão a cena por aqui e esse foi escrito para aqueles que realmente fazem da nossa vida mais especial: nossos irmãos (no meu caso... irmãs). Mas enfim, espero que gostem -

domingo, 17 de outubro de 2010

Ciclo Inquebrável

Ei, morena, esse jeito de rir é tão contagiante
E esse jeito sem vergonha de morder os lábios quando envergonhada...
É tão injusto que consiga me culpar ou inocentar com apenas um olhar
Pareço estar num paraíso bagunçado pelo teu tornado
E você sabe disso
E você continua a brincar comigo
Ei, morena, não me deixe confuso
Não me lance à indiferença enquanto me provoca
Ei, minha doce morena, não me faça revelar-lhe meu amor antes de ouvir seu sonoro sim
Pois ainda estou preso a esse jeito de rir tão contagiante
E esse jeito sem vergonha de morder os lábios quando envergonhada...

Por Jenifer Lima

- ficou mais ou menos. A ideia original era de um cara apaixonado pela namorada do amigo, mas me perdi nas letras -

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Parabéns

Preciso dar um FELIZ ANIVERSÁRIO em letras grandes pra nossa blogueira Carolina Prado!

Fazendo 16 anos, embora poucos meses como escritora, essa garota que é super especial pra mim, diga-se de passagem, merece tudo de melhor que esse nosso mundo possa lhe oferecer.

Anos vêm e vão
Findam-se a cada estação
Envelhecer é feio
Amadurecer é bonito
Os dois juntos...
É divino