quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Matando aos poucos

Tudo bem, eu me rendo
Eu disse, está tudo bem
Eu sei, nunca tentei ir contra
Eu nunca nem considerei isso
Mas você sabe que a culpa é sua!
Você que está me ensinando a ser assim
Coisa mais ridícula
Mole, flexível demais
Você acha que é fácil?
Nunca foi, só com você
E agora ele está lá, gritando e eu não escuto
Você conseguiu esconder o som, mas ainda o vejo
Desesperado, se debatendo, esgoelando...
Eu convivi, estive com ele por anos
E você pensa que pode chegar assim
Do nada, querendo sumir com ele
Está tudo bem, eu me rendo
Como eu disse, está tudo bem
Agora, se você me permitir
Entre toda essa imposição
Tenho um só pedido, claro, se você permitir:
Continue me ajudando a ignorá-lo
Sem jamais o querer de volta
Até que, exausto, o meu orgulho morra.


Por Carolina Prado

- Comecei fazendo algo que clareie mais a minha intenção, mas resolvi deixar o texto mais assassino. É difícil não ter orgulho, mas quando se começa um relacionamento, ele vai sendo silenciado, ignorado, até não existir mais. É uma necessidade, não só uma escolha, mas também é um processo, geralmente inesperado -

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